AUTOAVALIAÇÃO DE SAÚDE DE AGRICULTORES FAMILIARES RESIDENTES EM UM MUNICÍPIO DE MINAS GERAIS / SELF-RATED HEALTH IN FAMILY FARMERS LIVING IN A MUNICIPALITY OF MINAS GERAIS

Gisele Aparecida Dias Carneiro, Magda do Carmo Parajára, Cínthia Ribeiro Teodoro, Adriana Lúcia Meireles

Resumo


Objetivo: Investigar a autoavaliação de saúde de agricultores familiares. Métodos: Estudo transversal com 63 agricultores familiares residentes em uma cidade de Minas Gerais. Utilizou-se instrumento de coleta de dados e foi realizada avaliação antropométrica. A variável desfecho foi a autoavaliação de saúde, categorizada em boa (muito boa e boa) e ruim (regular, ruim e muito ruim). As variáveis explicativas avaliadas foram características sociodemográficas, consumo alimentar e condição de saúde. Aplicou-se o teste Qui-quadrado de Pearson para verificar as relações das variáveis explicativas com a autoavaliação de saúde. Resultados: A prevalência de autoavaliação de saúde ruim foi de 27,0%. Relacionaram-se à autoavaliação de saúde: sexo (p=0,004), consumo de alimentos ultraprocessados (p=0,015), realização de refeições na frente da televisão (p=0,001), presença de morbidade referida (p=0,007), adoecimento recente (p=0,001) e busca por atendimento médico recente (p=0,001). Conclusão: Aproximadamente um quarto dos agricultores familiares autoavaliaram a saúde como ruim. A autoavaliação de saúde pode ser influenciada por condições como sexo, consumo de alimentos ultraprocessados, realização de refeições em frente à televisão, morbidade referida, adoecimento recente e busca por atendimento médico recente. Necessária se faz a interlocução e alcance das políticas públicas que promovam o fortalecimento e saúde desta população.
Descritores: Autoavaliação; Saúde da População Rural; Saúde do Trabalhador; Morbidade; Fatores de Risco.


Texto completo:

PDF PDF-ING

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


ISSN 2596-0342